Cobertura on-line do Bra-Pel lança olhar sobre o potencial de consumo dos internautas
Foi o Bra-Pel da descoberta. No último dia 22 de agosto, foi realizado em Pelotas o clássico de número 350 entre os dois times. A transmissão via internet deu-se graças a uma parceria entre o jornal Diário Popular e o site Rede Esportiva. De acordo com levantamento realizado pela professora dos cursos de COmuncação Social, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Raquel Recuero, o sucesso da transmissão teve reflexos principalmente na rede social Twitter.Enredo digital
Um dos pontos altos da transmissão foi o perfil do site O Bairrista, que colocou o jogo no topo da importância esportiva para o Rio Grande do Sul, logo atrás do clássico da capital. Como resultado, os números apontam a capacidade de provocar novos olhares em direção ao vasto horizonte virtual. Ou seja, foi preciso um evento relacionado ao esporte mais comum do país. Um jogo digno da mais corriqueira paixão brasileira, para que os veículos com ramificações pela web se dessem conta do grande (para não dizer gigante) potencial de consumo por parte dos internautas. Uma ideia surgida da persistência de jornalistas com mentalidade empreendedora, como o ainda estudante, Vinicius Guerreiro (Rede Espotiva). Uma união entre o novo e o tradicional. Como afirmou o coordenador de Esportes do Diário Popular, Sérgio Cabral, em seu blog.De qualquer forma a importância do clássico para o desenvolvimento da comunicação na região parece verdadeira, dado o número de pessoas que foram tocadas de alguma forma pela transmissão. Isso abre um nicho infindável de possibilidades a serem estudadas pelos comunicadores.
O hiperespetáculo
Mesmo sem estar em grandes competições, mesmo sem jogar um grande campeonato nacional, a paixão dos torcedores é inigualável. E isso pode parecer incompreensível, como toda paixão arrebatadora. Entre os comentários nos tweets, o questionamento sobre o placar do jogo. Mas o torcedor não quer apenas o óbvio. O óbvio é o mínimo. Ele quer os detalhes fúteis, as curiosidades, Ele quer os detalhes bizarros do extra-campo. Ele não quer se aprofundar nos detalhes sórdidos da política de cartolas que ganham dinheiro às custas do público. Não buscam informações sobre a qualidade dos clubes enquanto grandes lavanderias de dinheiro sujo. Nem como os clubes mantém a sede, realizam viagens e montam planteis de jogadores com salário médio de 4 mil reais, realizando pouquíssimos jogos por mês.É a sociedade do hiperespetáculo. Um reflexo ideológico no país prestes a sediar dois dos maiores eventos esportivos do planeta.

